Mostrando postagens com marcador Robert Doisneau. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Robert Doisneau. Mostrar todas as postagens

sábado, 14 de abril de 2012

Robert Doisneau (1912-1994)*


Autoportrait

Originalmente formado em litografia, Robert Doisneau abraçou em 1929 um novo interesse como fotógrafo autodidacta. Via a fotografia como o meio ideal de registar a vida durante os seus passeios por Paris. A sua carreira como fotógrafo começou em 1934 na fábrica da Renault em Billancourt, onde esteve empregado como fotógrafo industrial e de publicidade. Ainda em 1939, decidiu tornar-se fotojornalista independente, mas a guerra forçou-o a desistir do sonho de vir a trabalhar por conta própria. Serviu o exército francês em 1940 e daí até ao fim da guerra trabalhou para a Resistência. Mas mesmo assim não desistiu de trabalhar como fotógrafo, fazendo postais para ganhar a vida. Em 1949, Doisneau assinou contrato com a revista Vogue, para a qual trabalhou como fotógrafo a tempo inteiro até 1952 e, desde então, como independente. Mas não entrou para os anais da fotografia como fotógrafo de moda. O que o tornou famoso foi a "fotografia de rua". Em inúmeros instantâneos, documentou com humor e empatia a vida nos subúrbios de Paris. A sua fotografia mais famosa é "Beijo em frente ao Palácio da Câmara Municipal", que se tornou um ícone do amor jovem e violento numa grande cidade. Robert Doisneau nasceu em Gentilly, perto de Paris, em 1912 e morreu em Paris em 1994.

..........................................................................................................................................

Robert Doisneau is one the most famous French photographers. Doisneau lived in France from 1912 to 1994, where he specialized in people photography, taking shots of common people as he wanders through the streets of Paris and its suburbs. His life: Robert Doisneau was born on April 14, 1912 in Gentilly, in the suburbs of Paris. Having a not-so-good experience at school, he entered a craft school at the age of 13. This is where he had his first contacts with arts. The school gave a very limited art training, which he complemented with evening classes in life-drawing and still-life. Doisneau's interest in photography started in 1929 and he started as a professional in 1934. He worked for Renault until he was fired in 1939. In 1939, he decided to become an independant photojournalist, but was called by the French army, where he served until 1940. He then worked for the "Resistance" until the end of the war. In parallel, he produced postcards to earn a little money. In 1949, Doisneau signed a contract with Vogue, for him he worked until 1952. As of 1952, he started working as a freelance photographer. Doisneau died in April, 1994 in Paris. His art: Robert Doisneau's photographs were ones of common people, in common situations. He liked to wander in the streets of Paris suburbs, and to take his photographs as he went. His most famous photograph, Kiss by the Hotel de Ville, is a good representation of his style. Doisneau liked to practice photography with intuition, rather than with science.


in. O século prodigioso 

Segue abaixo alguns de seus trabalhos:

Les Freres, 1934

Le ruban de la mariée, 1951

Women with the Same Hat, 1956

Les écoliers de la rue Damesme, 1956

Barbarian prisoner and Callipygian Venus, Versailles, 1966

Kiss by the Hotel de Ville, 1950


domingo, 25 de março de 2012

Beijo do Hotel De Ville*



kiss by the Hotel De Ville, 1950
Robert Doisneau

O poético repórter fotográfico parisiense Robert Doisneau (1912-1924) gostava de se referir a si mesmo como pecheur d´images, um pescador de imagens. Ele fez algumas das fotos de beijo mais conhecidas do mundo, e o seu Beijo do Hotel De Ville chegou a ser publicado na revista Life em 1950. A imagem em preto-e-branco em alto contraste mostra um homem e uma mulher se beijando numa rua movimentada de Paris. O fascínio é imediato. Além do abraço dos dois transbordar um clima de paixão e romance, o cenário não poderia ser mais perfeito: Paris, a cidade de l´amour. Não é de admirar que o tal beijo tenha sido amplamente difundido em reproduções que decoram de cartazes a cartões postais pelo mundo todo hoje em dia, funcionando como lembrete inspirador da importância de buscar momentos assim, de felicidade perfeita.

Julie Enfield. in. História íntima do beijo, Ed. Matrix, 2008, p.177. 




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Diálogos e silêncios das imagens*


Por Boris Kossoy


    La Baguette Parisienne, 1953 – por Robert Doisneau 


Diálogos e silêncios permeiam nossa relação com as imagens. O que elas dizem em suas iconografias nos é relativamente inteligível. É por trás da aparência, porém, no ato de sua concepção e ao longo de sua trajetória, naquilo que ela tem de oculto, em seus silêncios, que residem as histórias secretas dos objetos e dos seres, das paisagens e dos caminhos. São os mistérios que encobrem o significado dos conteúdos gravados nesses pequenos pedaços de papel. O próprio aparente se carrega de sentido na medida em que recuperamos o ausente da imagem.

Toda imagem fotográfica tem atrás de si uma história. Se, enquanto documento, ela é um instrumento de fixação da memória e, neste sentido, mostra-nos como eram os objetos, os rostos, as ruas, o mundo, ao mesmo tempo, enquanto representação, ela nos faz imaginar os segredos implícitos, os enigmas que esconde, o não manifesto a emoção e a ideologia do fotógrafo.


in: Os tempos da fotografia: o efêmero e o perpétuo, 2007, pp. 156-157.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...