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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Felicidade*


“Creio que uma forma de felicidade é a leitura.”

*Jorge Luis Borges, 1899-1986.

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Sisters and book, 1997.
Oil on canvas, 80x60 cm.
Iman Maleky, Teerã 1976 -


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Mis Libros*


Jorge Luis Borges (1899-1986)


Mis libros (que no saben que yo existo)
Son tan parte de mí como este rostro
De sienes grises y de grises ojos
Que vanamente busco en los cristales
Y que recorro con la mano cóncava.
No sin alguna lógica amargura
Pienso que las palabras esenciales
Que me expresan están en esas hojas
Que no saben quién soy, no en las que he escrito.
Mejor así. Las voces de los muertos
Me dirán para siempre.

*Jorge Luis Borges in. “Obras Completas” (Tomo II). Ed. Emecé Editores, 1989. p.110.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Caminhos*



No esperes que el rigor de tu camino
                                               Que tercamente se bifurca en otro
                                               Que tercamente se bifurca en otro
     Tenga fin.

Jorge Luís Borges
“Laberinto”

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A muralha e os livros*


Por Jorge Luis Borges

                                                                                                                               Shih Huang Ti

Li, há dias, que o homem que ordenou a edificação da quase infinita muralha chinesa foi aquele primeiro Imperador, Shih Huang Ti, que também ordenou que se queimassem todos os livros anteriores a ele. Que as duas vastas operações – quinhentas ou seiscentas léguas de pedras, opostas aos bárbaros, a rigorosa abolição da história, isto é, do passado – tenham procedido de uma só pessoa e tenham sido de certo modo seus atributos, inexplicavelmente me satisfez e, ao mesmo tempo, me inquietou. Indagar as razões dessa emoção é a finalidade desta nota.

Historicamente, não há mistério nas duas medidas. Contemporâneo das guerras de Aníbal, Shih Huang Ti, rei de Tsin, submeteu a seu poder os Seis Reinos e eliminou o sistema feudal; erigiu a muralha, porque as muralhas serviam para defender; queimou os livros, porque a oposição os invoca para louvar os antigos imperadores. Queimar livros e erigir fortificações é tarefa comum entre os príncipes; a única coisa singular em Shih Huang Ti foi a escala em que agiu. É o que deixam entrever alguns sinólogos, mas sinto que os fatos que narrei não são apenas um exagero ou hipérbole de disposições triviais. Cercar um horto ou jardim é uma coisa comum, mas não cercar um império. Também não vão pretender que a raça mais tradicional renuncie à memória do seu passado, mítico ou verdadeiro. Três mil anos de cronologia tinham os chineses (e nesses anos, o Imperador Amarelo e Chuang Tzu e Confúcio e Lao Tzu), quando Shih Huang Ti ordenou que a história começasse com ele.


[fragmento]


in. Nova antologia pessoal, 1969, pp. 202-203.


sábado, 10 de setembro de 2011

Mis Libros*

Mis libros (que no saben que yo existo)
Son tan parte de mí como este rostro
De sienes grises y de grises ojos
Que vanamente busco en los cristales
Y que recorro con la mano cóncava.
No sin alguna lógica amargura
Pienso que las palabras esenciales
Que me expresan están en esas hojas
Que no saben quién soy, no en las que he escrito.
Mejor así. Las voces de los muertos
Me dirán para siempre.

Jorge Luis Borges, Obras Completas, 1989. Tomo.II.


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*Um belo poema do escritor argentino mais destacado no século XX, Jorge Luis Borges (1889-1986), sobre livros e as buscas de si, sobre as fronteiras perdidas entre as coisas.





Por Josenias Silva
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